domingo, 23 de janeiro de 2011

Desistir, resistir, insistir, persistir, prosseguir e outros "ir"


Quem faz cinema sabe que o inimigo mortal da produção independente (traduza-se sem grana) é o tempo. Quanto mais demoram as filmagens, mais se gasta dinheiro e as possibilidades de não poder terminar aumentam proporcionalmente ao tempo excedido. Quando realizamos a decupagem de produção de “Os Tubarões de Copacabana” contabilizamos 25 dias de filmagem de forma otimista, 30 dias no perfil pessimista. Em condições normais, não deveríamos demorar mais de 3 meses. Porém, por motivos diversos, faz 9 meses que começamos e a criança ainda não nasceu. Desistir? Impossível, já falta tão pouco. Teremos que buscar forças e dinheiro para resistir, insistir, persistir, prosseguir. Por isso, para afastar os maus pensamentos e não ficar nervosos com tantos “ir”, decidimos antecipar o futuro e fizemos parceria com uma empresa produtora do Brasil e outra de Argentina, para filmar “A Trégua” roteiro de Rosario Boyer, premiado no festival de Cuba de 2008, utilizando recursos do acordo de Co-produção Brasil - Argentina firmado entre ANCINE e seu equivalente argentino o INCAA Instituto de Cinema Argentino. Ou seja que assim que terminemos de filmar os Tubarões, filmaremos “A Trégua” e como a ação acontece em Buenos Aires e no Rio de Janeiro, começaremos a “ir” e “vir”